Entrevista com a banda Essenfelder by Caroline Stedile

A “Essenfelder” foi uma das bandas participantes da VI Festbandas CWB, chegando à fase final do evento. Um dos líderes do grupo, Vitor Pestana, conversou com o “Vivendo de Música” sobre como foi tocar no festival e qual é sua visão sobre a cena musical curitibana.

Gabriel Leal, Giovane Cerezuela, Vitor Pestana e Jorge (Foto: Evary Anghinoni)

Qual o estilo da banda?

Metal.

Por que “Essenfelder”?

Por causa do prédio localizado na Rua Mauá. Nós sempre gostamos dele e significa "campos de comida" em alemão (risos).

 Como foi tocar no Festbandas CWB?

 Tocar não foi nada, o problema foi cantar (risos). Me sinto inseguro, mas não achamos outro jeito e foi assim mesmo.

essenfelder.jpg

E quais instrumentos você toca?

Toco guitarra, baixo e bateria.

Você faz algo além de música?

Estou cursando Economia na Universidade Federal do Paraná.

Você acha que não conseguiria sobreviver de música?

Se fosse pra se dedicar 100%, dá sim. Mas o ramo musical é difícil e muito abrangente. A maioria dos músicos trabalha em várias áreas ao mesmo tempo, só assim obtém uma remuneração razoável. Mas são coisas que a maioria dos "músicos de quarto" não estão aptos e nem tem interesse em fazer, como dar aulas ou trabalhar com produção musical. Por isso a maioria usa a música apenas como diversão.

Como você vê o mercado para músicos em Curitiba?

Em termos de bandas, saturado e homogêneo. Muitas bandas covers da mesma coisa, e geralmente é o que os lugares mais pedem. Para um músico completo é diferente, sempre há coisas novas.

Você enxerga incentivos aos músicos?

Eu não acho que música precisa de incentivo. Se a música vai ter público, não vai precisar de nenhum apoio. E se a música não tiver público é porque ela não merece. Música é, como tudo, uma mercadoria.

 

Sobre a relevância dos departamentos de música em Curitiba by Caroline Stedile

Matéria retirada do portal do jornal Gazeta do Povo.

 

Não temos na cidade um departamento de música significativo no meio acadêmico brasileiro.

Eu escrevi a frase acima num dos últimos textos que publiquei aqui no blog:

Curitiba pode ter música popular?

Era um texto comentando a absurda ação da polícia contra os foliões que curtiam o prá-carnaval do bloco Garibaldis e sacis. O contexto geral da frase acima era mais ou menos o de dizer que Curitiba já não é um polo de música clássica, e que deveria aceitar o fato de que está assumindo alguma importância na música popular.

Logo depois que publiquei o texto, a frase citada foi motivo de uma interessante conversa com o prof. Álvaro Carlini, que questionou minha afirmação, e levantou algumas questões sobre a relevância do curso de música da UFPR.

Desde então, fiquei devendo um texto sobre o assunto, que tratasse a questão com a produndidade que ela merece. Como o tempo para uma reflexão aprofundada nunca chega (como se pode perceber pela demora de mais de 3 meses para voltar ao tema), acabo fazendo mais um texto geralzão mesmo.

Mas ao menos espero esclarecer um pouco melhor o que penso sobre a questão, aproveitando para fazer uma análise geral da situação da música na academia em Curitiba.

Hoje temos 4 Instituições Ensino Superior que oferecem cursos de música em Curitiba: PUC-PR, UFPR, EMBAP e FAP.

O curso da PUC ainda é muito recente para ser avaliado. Entretanto, vários fatores apontam para limitações sérias da música como Departamento Acadêmico na instituição.

Em primeiro lugar, a PUC, apesar de ser uma instituição comunitária e confessional, tem comportamento de Instituição Privada. Ou seja, as limitações para se construir um departamento de música academicamente significativo estão todas atreladas a uma questão básica: não é interessante manter um curso cujas despesas não sejam pagas pelas mensalidades dos alunos.

A possibilidade de que um curso de música se pague por esta contabilidade simplória são absolutamente nulas.

Ou seja, o curso da PUC esbarra na limitação de ter de atrair alunos capazes de pagar mensalidade, ao

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Enviado por admin, 12/05/12 4:12:00 PM

Sobre a relevância dos departamentos de música em Curitiba

Não temos na cidade um departamento de música significativo no meio acadêmico brasileiro.

Eu escrevi a frase acima num dos últimos textos que publiquei aqui no blog:

Curitiba pode ter música popular?

Era um texto comentando a absurda ação da polícia contra os foliões que curtiam o prá-carnaval do bloco Garibaldis e sacis. O contexto geral da frase acima era mais ou menos o de dizer que Curitiba já não é um polo de música clássica, e que deveria aceitar o fato de que está assumindo alguma importância na música popular.

Logo depois que publiquei o texto, a frase citada foi motivo de uma interessante conversa com o prof. Álvaro Carlini, que questionou minha afirmação, e levantou algumas questões sobre a relevância do curso de música da UFPR.

Desde então, fiquei devendo um texto sobre o assunto, que tratasse a questão com a produndidade que ela merece. Como o tempo para uma reflexão aprofundada nunca chega (como se pode perceber pela demora de mais de 3 meses para voltar ao tema), acabo fazendo mais um texto geralzão mesmo.

Mas ao menos espero esclarecer um pouco melhor o que penso sobre a questão, aproveitando para fazer uma análise geral da situação da música na academia em Curitiba.

Hoje temos 4 Instituições Ensino Superior que oferecem cursos de música em Curitiba: PUC-PR, UFPR, EMBAP e FAP.

O curso da PUC ainda é muito recente para ser avaliado. Entretanto, vários fatores apontam para limitações sérias da música como Departamento Acadêmico na instituição.

Em primeiro lugar, a PUC, apesar de ser uma instituição comunitária e confessional, tem comportamento de Instituição Privada. Ou seja, as limitações para se construir um departamento de música academicamente significativo estão todas atreladas a uma questão básica: não é interessante manter um curso cujas despesas não sejam pagas pelas mensalidades dos alunos.

A possibilidade de que um curso de música se pague por esta contabilidade simplória são absolutamente nulas.

Ou seja, o curso da PUC esbarra na limitação de ter de atrair alunos capazes de pagar mensalidade, ao mesmo tempo que as instituições públicas da cidade oferecem outros 7 cursos de graduação em música gratuitos para o aluno.

Nenhuma possibilidade de se construir um departamento universitário relevante por esta via.

A EMBAP oferece três cursos de música, além de cursos enventuais de pós-graduação lato sensu.

A grande limitação da EMBAP é que ela se estrutura como conservatório, e não como departamento universitário. Os cursos de Licenciatura em Música, Bacharelado em Instrumento e Bacharelado em Composição e Regência contam com um bom corpo de professores de instrumento. A EMBAP possui também um importante setor de atendimento à comunidade com os cursos de extensão, já muito tradicionais.

Ou seja, a EMBAP é o principal centro de formação de instrumentistas, cantores e regentes em Curitiba. Ali estão os melhores professores de instrumento e canto da cidade.

Mas a EMBAP não tem estrutura de pesquisa universitária, tem um corpo docente bem grande mas de pouca titulação, pouca produção científica e pouca articulação com outros departamentos universitários, agências de fomento, etc.

A FAP vive situação semelhante à EMBAP em certo aspecto. Ambas são faculdades isoladas (no sentido de não pertencentes a uma universidade) mantidas pelo governo do estado.

Esta limitação impõe diversas questões que são impossíveis de superar neste status. A FAP tem situação semelhante à EMBAP, com um agravante: possui um quarto dos professores na área de música. Ou seja, a FAP é como a EMBAP sem os professores de instrumento.

A principal diferença é que a FAP se beneficia da sua maior diversidade de cursos. Enquanto a EMBAP possui apenas as áreas de música e artes visuais (desenho, pintura, escultura e gravura), a FAP tem cursos nas áreas de Teatro, Dança, Artes Visuais, Musicoterapia e Cinema.

Na área de música são dois cursos: Licenciatura em Música e Bacharelado em Música Popular.

A exsitência de uma gama maior de cursos fez a FAP se parecer mais com o ambiente acadêmico universitário, principalmente pelo fato de existirem um núcleo comum de disciplinas de Ciências Humanas e Educação.

Isso levou a FAP a constituir alguma tradição em Iniciação Científica, além de ter um corpo de professores cuja titulação e produção é crescente, apesar de ainda baixa.

As limitações dos cursos de música são dadas pelo número reduzido de professores, e pela impossibilidade de contratações, bloqueadas por uma visão curta do governo do estado.

Boa parte das limitações descritas a respeito de FAP e EMBAP tem perspectiva de superação a médio prazo. Porque hoje existe uma perspectiva de que as duas instituições irão se fundir num Capus único na capital, integrando a UNESPAR, uma nova Universidade estadual multi-campi que já tem processo tramitando no Conselho Estadual de Educação.

Quanto a estas três instituições, creio não haver possibilidade de dúvida quando afirmo que não são departamentos acadêmicos significativos no meio brasileiro.

Resta o caso da UFPR, cujos cursos de música mantidos pelo DEARTES são efetivamente um departamento universitário.

A UFPR tem os cursos de graduação de Licenciatura em Educação Musical e Bacharelado em Produção Sonora. Além do Mestrado em Música.

O site do Departamento só informa o corpo docente do mestrado, constiuído de 12 professores, dos quais um é visitante de outra instituição. Pelo que sei, a graduação tem mais um professor que acaba de retornar de um doutorado na Inglaterra.

Ou seja, os cursos de música da UFPR contam com 12 professores, todos doutores e com significativa produção científica, bem como uma razoável interlocução com outros departamentos universitários nacionais e internacionais.

Que o setor de música do DEARTES UFPR é um departamento universitário de qualidade, não resta dúvida. Fica então a questão de saber se o departamento é “significativo no meio acadêmico brasileiro”.

Isso poderia ser pensado sobre diversos aspectos. Se interpretarmos o conceito de “meio acadêmico brasileiro” como envolvendo apenas os departamentos de música existentes no Brasil, poderíamos entender que o DEARTES/UFPR é sim significativo.

Os professores produzem. Há um mestrado. O Departamento já organizou 5 Simpósios de Pesquisa de abrangência nacional (o último tem o anais aqui). Alguns membros do departamento mantém significativa participação nas atividades da Associação Brasileira da Cognição e Artes Musicais. O Departamento também mantém a Revista Música em Perspectiva, que tem Qualis B2 – o que não é ruim na área de música.

As limitações do Departamento se devem principalmente a duas questões: primeiro, é um departamento muito pequeno. Não sei como é possível manter duas graduações e um mestrado com apenas 12 professores. Acredito que a força política da área de música dentro da Universidade limita a possibilidade de alguma expansão – ou seja, isso aí corrobora um pouco o que estou dizendo: nossa cidade (e nossa Universidade Federal) não dão muito valor à área de música.

A outra questão é que o departamento é muito recente, a maioria dos professores estão lotados ali há não mais que 10 anos. O curso de mestrado foi aberto há pouco tempo, e a primeira avaliação trienal que recebeu da CAPES (2007-2009) o colocu com o conceito 4.

Foi uma melhora em relação ao conceito 3 aplicado na avaliação inicial da proposta do curso. Mas ainda é pouco para dizer que o departamento é relevante nacionalmente. Quando esta nota subir mais um pouco, e o departamento tiver autorização para ofertar também um doutorado, as coisas começarão a mudar de figura. Embora seja bem difícil fazer este up-grade com apenas 12 docentes.

Outros aspectos para pensar a relevância entre os departamentos de música do Brasil: a inserção dos professores do DEARTES/UFPR em órgãos associativos da área como a ABEM, a ANPPOM, as comissões de área do MEC e da CAPES, entre outras.

E se pensarmos a coisa de um modo um pouco mais amplo? Ou seja, pensemos o conceito de “meio acadêmico brasileiro” como não restrito à área de música.

Aí, o quadro é desesperador.

A área de música é uma área recente e pouco relevante no cenário acadêmico nacional. O Departamento de Música da UFPR não está entre os principais da área de música, fica ainda pior se pensarmos a questão de forma abrangente.

Ou seja, no frigir dos ovos, e sem querer simplificar demais as coisas, acho que minha afirmação se sustenta.

A música em Curitiba vive uma situação de perda de status. A cidade já foi um polo relevante, e aliás, o prof. Alvaro Carlini é o pesquisador que vem mapeando esses momentos históricos, investigando o trabalho de várias pessoas e instituições importantes do passado musical da cidade.

Hoje Curitiba vive uma situação de perda relativa de status, em comparação com meios musicais muito mais dinâmicos como os de Porto Alegre (a UFRGS tem o único departamento de música com avaliação máxima pela CAPES – conceito 7), São Paulo (OSESP e vida de concertos em geral, mas não os departamentos universitários), Rio de Janeiro, Campinas (a UNICAMP é um polo), Belo Horizonte (tanto a EM-UFMG como a Filarmônica de Minas Gerais), Goiânia (a UFGO está em franca ascensão), Salvador (especialmente o Neojibá).

A questão da relevância dos nossos departamentos universitários de música é uma questão menor. A questão é que Curitiba como um todo está perdendo significativamente o posto de cidade dinâmica e polo em ascenção. Nossa vida cultural não pode mais ser vista como um exemplo para o Brasil.

Curitiba está ficando velha, conservadora e acomodada.

Teremos força para reverter este este quadro?

Espero que sim. O primeiro passo é ter a consciência dos nossos problemas. Se continuarmos acreditando no velho mito da cidade modelo, e não trabalharmos duro para construirmos avanços significativos, ficamos para trás. Por que os outros estão se mexendo. E rápido.

Entrevista com Guigo Berger by Caroline Stedile

O Baterista Rodrigo Berger, da banda curitibana “Foster”, e atual produtor da “Solfa Produções” deu uma entrevista ao blog “Vivendo de Música” sobre sua dupla jornada de trabalho.

Vivendo de Música: Como funciona a “Solfa Produções”?

Rodrigo: É um selo, onde lá gravei e produzi o ike. (ww.ikepereira.com.br).

Vivendo de Música: E como surgiu essa ideia?

Rodrigo: Quando comecei a gravar coisas com a banda que eu comecei a me interessar pela vivencia dentro do estúdio. Então comprei uma plaquinha de som e comecei a gravar minhas coisas. Fui me interessando cada vez mais, e investi em um curso e equipamentos melhores. Mas a ideia criou vida quando um amigo que coordena o marketing da rede dos colégios Maristas pediu para que eu fizesse um jingle pra ele, foi ali que me animei de verdade e resolvi criar um nome pro negócio. Fui atrás de CNPJ e oficializei a empresa.

Vivendo de Música: Quantos clientes você já tem?

 

Rodrigo: A produção de áudio da Solfa é minha, e foi essa a ideia principal. Mas ai resolvi ampliar. O Ike apareceu com as músicas dele só no violão, como eu fiz a produção e mixagem, resolvi dividir a solfa em duas: A parte de produção de áudio e a parte de música. O Ike é quem leva a parte de música, gravamos tudo no meu quarto. Quando o áudio estava pronto, precisávamos fazer imagens, foi ai que juntei amigos que trabalham com filmagem, um diretor de arte, um câmera e um roteirista, e hoje eles agregam essa parte de vídeo, e eu a de áudio.

 

VIVENDO DE MÚSICA: E qual é o seu principal foco?

 

RODRIGO: Meu foco maior é a produção de áudio mesmo.

 

VIVENDO DE MÚSICA: E como é o seu lucro diante disso?

 

RODRIGO: Da parte musical eu ainda não recebo nada, mas a parte da publicidade é boa.

 

VIVENDO DE MÚSICA: O que você acha do espaço que Curitiba oferece para essa área?

 

RODRIGO: Eu mal comecei, mas o que eu vejo, conversando com profissionais da área, é que existe mercado, e que depende do portfólio que você tem.

 

VIVENDO DE MÚSICA: E como você pensa em incrementar o portfólio?

 

RODRIGO: Trabalhando bastante. E a divulgação precisa ser específica, tem que ter apresentações em agências publicitárias, investimento em mídia social. E eu já tenho gente que cuida disso pra mim, do meu público alvo, etc.

 

VIVENDO DE MÚSICA: E a sua banda, a Foster, como começou?

RODRIGO: Os meninos tinham outra banda, em um estilo diferente, e eu não conhecia nenhum deles. Ai eu passei a estudar com o vocalista e o tecladista no segundo ano, e virei amigo deles, e foi ai que eles resolveram dar uma mudada no estilo da banda. O menino que tocava bateria foi para o teclado, e eu assumi a bateria.

 

VIVENDO DE MÚSICA: E atualmente, como está a banda?

 

RODRIGO: A gente terminou de gravar um EP, estamos agora desenvolvendo a arte dele pra lançar até dezembro.

 

VIVENDO DE MÚSICA: E o prêmio da Pepsi que vocês ganharam?

 

RODRIGO: O prêmio foi que deu a gravação do nosso primeiro EP, e também um contrato com a som livre.

 

VIVENDO DE MÚSICA: O que isso acrescentou na banda de vocês?

 

RODRIGO: Mídia aqui em Curitiba, todo o lance do Festival, mais gente passou a conhecer a Foster.

 

VIVENDO DE MÚSICA: E o que isso te acrescentou para começar a fazer produção?

 

RODRIGO: Passei a tocar mais e evoluir musicamente.

 

 

Obrigada Rodrigo! Muuuito sucesso para você, a produtora e Foster! Esperamos te ver ainda mais no campo musical curitibano!

A música brasileira e sua banalização by Caroline Stedile

Artigo de Glauco Araújo, retirado do portal "Voz de Areia Branca".

A música brasileira é indiscutivelmente considerada como uma das melhores do mundo.  Porém, nos últimos anos o que se tem visto e ouvido, são cada preciosidade de dar dó e dor de cabeça. A invasão das mulheres frutas e seus “sucessos” regados a corpos estonteantes de deixar qualquer marmanjo de queixo caído são apenas mais uma dessa “nova safra”. A banalização da música brasileira é tão notória e crucial que no caso dos “sucessos” das mulheres frutas não estão nas músicas “riquíssimas em letras”, mas, puramente na exposição de seus corpos bem atrativos para o público masculino bem como para a mídia que sabe muito bem explorá-la.

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 E o que dizer das letras de forró que hoje se tornaram um vício não somente no nordeste, mas, em todo o Brasil? Pura e simplesmente, recheadas de sacanagens, que me perdoem caros leitores, mas, no momento não há outro adjetivo para dar ao que hoje se chamam e as consideram como música. Duplo sentido? Que nada, isso já foi pro o espaço. É triplo sentido mesmo. E as danças que foram “estilizadas” adequadamente para as letras?  Imagine um pobre coitado que tiver a perigo vendo essas belas dançarinas em ação no palco? É melhor não prosseguir a diante.

Tem até bandas que se especializaram nessa nova tendência de “música”. O forró, um estilo lindo de se ouvir e também de se dançar que tem como ícones: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Flávio José, Dominguinhos, Nando Cordel, Jorge de Altinho e tantos outros, hoje passa por um processo de identificação. Não que o verdadeiro forró tenha perdido suas características no tempo. Não é isso.

E a Bahia, de todos os santos? Esse Estado com tantos filhos nobre da Música Popular Brasileira, que a cada  verão, é lançada uma nova “preciosidade” e, que por incrível que pareça,  faz o maior sucesso, principalmente durante o carnaval.  E há quem jure que àquilo é música.

Sabe aquele velho ditado que gosto cada um tem o seu? Com certeza, porém, não se pode também fingir que “essas jóias raras” não existam, é impossível. Infelizmente elas existem e estão por aí, quem sabe, perturbando agora o seu sossego? Ir a um bar ou restaurante em algumas cidades, irás encontrar o menu musical pra lá de indigesto. E os carros de som que além da péssima música que insistem em colocar na mais alta potência não respeitando os órgãos públicos em seus horários de expediente, não respeitando mais a lei do silêncio e nem a população.  Realmente, é degradante.

Ah! As verdadeiras músicas de forró ainda vivem. Para os mais desavisados, os xotes cantados por Flávio José, Jorge de Altinho  Nando Cordel alegram a nossa alma.

Clipe de terça by Caroline Stedile

Hoje o clipe é de uma banda já citada aqui no blog: Simonami! O clipe foi produzido no Asilo São Vicente, em Curitiba, e a alegria dos idosos já comoveu mais que 90 mil internautas. Confere aí e se emocione junto!

 

Maravilhas da Corrente Cultural by Caroline Stedile

Tive a oportunidade de assistir a dois grandes shows no domingo, durante a Corrente Cultural de Curitiba. No primeiro, eu já tinha a expectativa de assistir a um grande espetáculo: Criolo. Desde que Criolo pisou no palco, o público ferveu. Músicas cantadas em coro do início ao fim - e não uma ou duas, mas uma grande parte do set que o artista paulista levou para a apresentação. O rapper sempre impressiona.

 

O outro grande show que tive a honra de assistir foi da banda curitibana Simonami, que tem apenas dois anos de vida e realizou um sonho ao tocar na Corrente Cultural. Segundo uma das vocalistas, Lilian Soares, a banda não esperava nem dez pessoas na plateia. O resultado foram as cadeiras lotadas, com pessoas escutando pelo lado de fora do auditório do Memorial de Curitiba. Músicas de altíssima qualidade, daquelas de fazer o coração espremer e nos tirar o ar. Chegando em casa, baixei os dois EPs da banda, que estão disponíveis para download aqui.